segunda-feira, 24 de junho de 2013
quinta-feira, 30 de maio de 2013
domingo, 26 de maio de 2013
Uma dose de sobriedade na embriaguez
Hoje
eu acho que bebi, bebi sim a dose toda de um negócio chamado felicidade. Está
começando fazer efeito, embriagante, me consumiu a alma, não quero que essa
sensação passe nunca.
Garçom,
mais uma rodada, por favor, agora quero uma dose de loucura, quero me despir de
toda essa sensatez incoerente que corrói o mundo. Se tiver alguma bebida que
sirva de escudo contra a maldade das pessoas pode trazer porque hoje eu estou a fim de tomar todas, virar o
copo, virar a mesa, virar a vida como nem sequer pensa duas vezes, ou melhor,
como quem já está cansada de pensar e agora quer colocar em prática.
Mas
antes traz uma dose de coragem, uma garrafa, não, o estoque inteiro, quem sabe
assim as palavras bonitas não viram ações.
Quer
saber! Cancela tudo! Manda só o estoque de felicidade, felicidade pra agora e
amanhã quando o mundo me considerar sóbria me entendo com o resto, porque “hoje
eu só quero que o dia termine bem!”.

segunda-feira, 29 de abril de 2013
A reinvenção da invenção
Quantos personagens já não fomos? Personagens de nós mesmos regados a
muita fantasia e loucura.
Quantas faces você tem? Quantos vocês cabem
dentro de você mesmo?
Não é estranho ser personagem de si mesmo? É só o ser humano fazendo uso
de um dom genuinamente seu o de criar, daí eu me recrio, reinvento, refaço,
desfaço, recomeço, viro personagem de mim mesmo, um dois, três, mil, sempre com
a minha essência por que a esta eu sou fiel e ela não muda, mudo de roupa, de
ideias, de penteado, de opinião, não mudo de essência,sou sempre eu mesma, em
várias caras, jeitos, sorrisos, olhares, faces, sou eu me reinventando em cada
palavra, em cada linha, em cada texto, em cada página, capítulo, livro, em cada
segundo, minuto, hora, dia, em cada encontro ou desencontro, nos mistérios da
vida.
E você, quantas vezes já se reinventou hoje? Já se despiu desse
personagem? Criou outro? Ou você só quer que alguém olhe dentro do seu olho e
enxergue a sua alma? Por que esta carrega a sua história e história só pode ser
reinventada daqui para frente o que passou é sua bagagem, sua marca, são seus
antigos eus que deram lugar a um novo eu que você refaz, reinventa, recria e
daqui a pouco vira história para que uma nova história nasça.
Parece loucura, mas é só a reinvenção da invenção, é a constante da
vida: tudo em movimento, tudo se transformando, o que agora é daqui a pouco
pode não ser! E você, vai ficar parado ou vai se refazer?
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Conto de fadas moderno
A luz discreta do brilho do seu olhar eu vi que um
sorriso tímido queria nascer. Era tudo que eu precisava saber. Estava
confirmado, ele sentia por mim o mesmo que eu por ele!
Esta foi a primeira cena, a inesquecível primeira cena daquele romance,
bem mais que romance, um grande amor, um conto de fadas. A mocinha delicada e o
príncipe encantado, príncipe moderno, trocara o cavalo branco por algo com duas
rodas, era uma motocicleta, daquelas bem equipadas, que mais pareciam uma casa
sobre rodas, e como motoqueiro trajava uma jaqueta jeans, um charme a parte. A
mocinha também mudara em nada se parecia com uma donzela indefesa, no olhar
trazia uma firmeza que era de se admirar e ao invés de vestido longo usava
jeans e camiseta.
Naquele momento o príncipe galanteador não fazia jus a fama, ficava
tímido perto da amada não sabia o que dizer nem o que fazer, só queria ter
certeza de que não era um sonho, a mesma certeza que ela teve quando viu aquele
tímido sorriso surgir no rosto dele.
E o lugar para batizar esse encontro, a beira mar, onde castelos só se
forem de areia, mas eles preferiam algo mais sólido, quem sabe o toque de um
beijo? Calma, eles mal se conhecem, se viram apenas umas duas vezes e não
acreditavam em amor a primeira vista, mas aquela já era a terceira vez que se
viam e se aquilo não era amor era só por obra de um ainda, ainda não, mas
seria.
Quando se deram por conta já estavam próximos e ele havia tratado de puxar
conversa, masconvenhamos nada do que diziam fazia sentido, eram dois
envergonhados que estavam da cor da paixão (vermelho bem vibrante) e diziam
coisas totalmente sem nexo, porém conseguiam-se comunicar, ou melhor, se
entender através de olhares e sorrisos. De repente ele pega em sua mão e a
convida, convida não, a rapta para um passeio de moto e que mocinha não quer
ser raptada pelo príncipe, além de tudo lindo e educado.
Cortaram o vento estrada a fora e quando chegaram e quando chegaram ao
destino já era noite, o solzinho da tarde tinha dado lugar a lua e as estrelas.
Era um lugar lindo, no alto da serra de onde se viam o quebrar das ondas lá em
baixo, as estrelas no céu e uma barraquinha de cachorro quente, afinal os
pombinhos já estavam com fome. E foi
assim, saboreando um hot dog e longe de quase tudo que eles conseguiram
conciliar as palavras com o que sentiam e olhando para aquele cenário perfeito
conversaram por um longo tempo até tomado de certa coragem e um súbito impulso
o “despretensioso” motoqueiro toma a mocinha em seus braços e lhe rouba um
beijo. Como ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão ela retribui a
gentileza lhe roubando outro beijo. Não entendiam aquilo que estavam a sentir,
e o que importava? Só queriam curtir o momento e o resto, o mundo que os espere,
nada podia atrapalhar o que estavam vivendo.
Nossa, já amanheceu?! Nem viram o tempo passar, ele acordou primeiro e
ficou observando que o brilho do solda manhã deixava a moça irradiante e
encantadora. Ela despertou num suto e recepcionada por um belo sorriso do, acho
que agora já se pode dizer, do amado percebeu que tudo era real e nada a
deixava mais feliz naquele momento do que a certeza de que tinha passado a
noite mais feliz da sua vida ao lado de uma pessoa que de agora em diante ela
queria que permanecesse sempre ao seu lado.
Subiram na moto, o casal apaixonado tomou a estrada levando com eles o
desejo de que aquele sentimento verdadeiro não morresse e este conto de fadas
moderno dispensa o “e foram felizes para
sempre”, podemos dizer e foram, se entregaram a esse sentimento e que a
felicidade seja construída a cada dia!

sexta-feira, 12 de abril de 2013
Pequeno passo para um grande sonho...
A menina cresceu,
teria de crescer, todos crescem! Amadurecer, ah, essa é
outra palavra que ela ainda está descobrindo...
A pequena sonhadora começava agora a realizar os seus sonhos, e por
realizar quero dizer que ela estava dando os primeiros passos com as próprias
pernas, ainda eram pequenos, mas era só o começo!
Jogou-se no mundo,
entrou de cabeça, como quem dava um mergulho desajeitado que espalhava agua
para todos os lados afinal ela ainda não sabia fazer de outra forma, mas
aprenderia, aos poucos aprenderia. Foi com tanta sede ao pote que esqueceu que
não sabia nadar, estava quase se afogando quando percebeu que dava pra colocar
os pés no chão e assim com a segurança de que seus pés tocariam o chão sempre
que precisasse, deu suas primeiras braçadas.
Era este o
sentimento dela, de que seriam muitas as dificuldades, mas sempre haveria um “chão
de piscina”, um porto seguro no qual pudesse confiar e este dá força e
segurança para seguir em frente. Tem muito ainda que viver, que ver e aprender
do mundo, mas o sono lhe puxava a perna e ela preferiu naquele momento deixar
que a própria história escrevesse seu curso por ai... Boa Noite!!!

terça-feira, 2 de abril de 2013
Em meio ao meu "silêncio"
É madrugada, o
silencio predomina e as únicas coisas que parecem gritar são meus pensamentos e
o tic-tac do relógio que fica incrivelmente alto quando a calmaria reina, é
nesse momento que o relógio parece me lembrar que o tempo não para, e não para
mesmo, por vezes ele até me atropela.
Sem sono? Talvez, ou
apenas vontade de aproveitar cada segundo por que eu sei que logo logo é hora
de retomar a velha nova rotina, mas foi escolha ou imposição que fiz a mim
mesmo, afinal não se deve perder as oportunidades, elas podem não voltar.
Agarrei com força todas as coisas novas, estou entrando de
cabeça, mas o coração, danado que só ele, parece ainda viver em outro lugar,
outro tempo que feliz ou infelizmente não volta mais.
Viver os sonhos é
bem mais difícil que idealiza-los mas a sensação que estou no caminho certo
alivia a alma, “tô” de alma leve, coração dividido e cabeça focada naquilo que
estou realizando e naquilo que estou idealizando para o futuro, hoje só repito
para mim mesmo “e que a vontade de desistir nunca supere a de vencer”. Foco,
força e fé, eu tenho o porquê seguir em frente. Desistir? Que essa palavra faça
parte de nossas vidas quando for acompanhada por um não ou nunca!
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